Fics 12 - "Pode Ser Verão para Sempre? "

As férias de Verão tinham começado, agora tinham dois meses para se esquecerem de tudo até voltarem a embarcar no Expresso de Hogwarts, na plataforma 9 e ¾...
Bem... elas pelo menos não podiam esquecer tudo...
- Ei, Ely... - Iruvienne entrava no seu quarto preparada para ir arrancar um livro das mãos da amiga. Mas, curiosamente, a morena encontrava-se debruçada sobre um pedaço de pergaminho. - Para o Potter?
- É... mas não sei sequer o que dizer... - respondeu ela continuando a fitar o relógio cor-de-rosa.
Iruvienne sentou-se na cama travando uma luta interior. Por um lado queria mandar o Potter dar uma longa curva, mas por outro aquilo entre ele e Elyon parecia mesmo perfeito...
Olhou em volta enquanto se tentava decidir. O seu quarto ali era mais pequeno do que na Escócia, mas fora decorado tal e qual como ela pedira e por isso não se importava de passar ali alguns dias. As paredes estavam pintadas às listas de cores vivas (cor-de-rosa, azul, lilás e amarelo) de tamanhos diferentes. A parede em frente à secretária tinha vários relógios coloridos, e só um deles dava as horas, os outros davam indicações do tempo, horóscopo, sentimentos, posição das estrelas... Iruvienne não se cansava daquela parede. As paredes da janela e a da porta estavam quase vazias: por baixo da janela haviam dois puffs (um branco e outro azul), e na porta apenas havia um grande armário branco e com portas de vidro. Atrás da cama a parede estava coberta com fotografias de amigos, de paisagens e dela própria, aquela parede estava praticamente igual à do seu quarto no castelo na Escócia.
- Ainda não tenho fotos nossas - comentou a mais velha quebrando o silêncio. - Nem com o Mike, agora que reparo nisso...
Elyon riu-se. Sabia que Iruvienne era mais romântica do que aparentava, mas nunca lhe havia dito, pois ela iria negar.
- Estas férias vamos tirar... Vais lá a casa depois não? - respondeu ela quando conseguiu conter o riso. - Deixa para lá a carta... escrevo depois...
- É... Ei... queres ir às compras? - perguntou a ruiva levantando-se - afinal é das poucas coisas que faço quando fico aqui em Londres...
- Eu... Porque não?
- Sabes... - começou Iruvienne enquanto atravessavam as ruas da movimentada Londres até ao Caldeirão Escoante - poder fazer magia e poder desmaterializar-me vai-se tornar bastante útil este Verão...
- Tu vais... - Elyon calou-se continuando a andar. Não queria pensar muito naquilo. Estarem em campos opostos agora que a guerra começara não era nada bom.
- Nop - Iruvienne sorriu olhando de lado para um Muggle que tentava a todo o custo enfiar uma carrinha enorme num lugar minúsculo livre entre duas árvores - Locomotonatura - sussurrou ela apontando a varinha por baixo da mala a uma das àrvores e, para espanto de Elyon, aproximar as àrvores ainda mais.
- Iruvienne!
- Que foi? Não tenho culpa que a àrvore esteja a necessitar dar um pequeno passeio... Para além disso aquele muggle não vai conseguir meter aquela coisa ali nem com uma varinha na mão.
- Upf...- resmungou a morena entrando para o ar pesado do Caldeirão Escoante - Estavas a dizer que não? Então mas tu desististe? Tu vais...
- Não... acalma os unicórnios Elyon! - cortou a ruiva baixando a voz. - Não o vou fazer ainda... É apenas adiar o inevitável... E se queres saber fi-lo em parte por tua causa!
Somniare não disse nada, mas o seu silêncio bastou à Hiems que abria com a varinha a passagem para a Diagon-al.
*
- Angel? - Elyon procurava entre as estantes um livro para oferecer ao irmão quando o encontrou. - Não devias estar em casa?
- Que simpático da tua parte - respondeu ele com um sorriso - alguma razão especial para não me quereres aqui?
- Oh... deixa-te disso... Só achei estranho...
- Pois maninha, mas esqueceste-te de que eu me desmaterializo e, como tal, posso dar um saltinho aqui para comprar um livro entre o almoço e a visita dos nossos queridos avós!
- Hum... pois... - respondeu Elyon chateada por ser menor de idade e todos lhe atirarem com isso à cara.
- Elyon? - Iruvienne passava também entre as estantes, mas esta à procura da amiga. - Ah! Encontrei-te... Lembras-te o livro de que te... Angelus?!
- Iruvienne... - respondeu ele meio embraraçado. Os dois não se viam desde o infeliz duelo que terminara com Angelus transfigurado num porco. - Eu quero pedir-te desculpas... Eu... Não sei o que se passou... Tudo aquilo que te disse foram... só ciúmes... - acabou por se desculpar virando as costas para arrumar o livro que tinha na mão.
- Embora não seja comum em mim, Angelus, desculpo-te...
- Bem... eu tenho de ir - comunicou ele olhando para o relógio no pulso. - Ely porta-te bem...
- Impossivel...
- Vê se não gastas todo o dinheiro que os pais te deram em coisas fúteis...
- A ver vamos...
- E... bem... daqui a três dias a gente vê-se em casa.
- Ok... Adeus Angel...
- Adeus, adeus Iruvienne... E... podes dizer ao teu namorado que ele é realmente bom em transfiguração!
Com uma chicotada Angel desapareceu, deixando as raparigas sozinhas.
- Ele... ele disse mesmo aquilo?! - ainda perguntava Iruvienne quando se sentaram para comer um gelado no Florean Fortescue, já bastante carregadas.
- Sim... - respondeu-lhe a amiga pela milésima vez.
- Acabamos com as compras por hoje? - questionou Iruvienne, quase afirmando, assim que chegaram os gelados das duas.
- Acho que sim... Já comprei mais até do que devia! - respondeu ela com um sorriso. - A prenda de aniversário para o Angel, aquelas luvas de chasser que eu andava a namorar há anos...
- Isso é uma décima parte! - brincou a ruiva. - Eu também nem sei bem o que comprei... ah! Mas já não podes dizer que não vale a pena ficar três dias em Londres antes de voltar para casa!
- É... tens razão... Ficas cá sempre três dias?
- Normalmente... Os meus pais, que como já deves ter visto não param em casa, aproveitam para fazer as visitas aos amigos, andar às compras - o meu pai anda muitas vezes à procura de novos livros nas livrarias muggles - e ir ver um musical ou outro...
- Hum... - respondeu Elyon perdendo-se novamente nos seus pensamentos. Era engraçado que Iruvienne odiasse muggles e tudo o que se parecesse com isso e que os pais fossem a musicais e comprassem livros muggles...
- Então Ely... - perguntou Iruvienne olhando fixamente para o gelado de chocolate, obrigando a mais nova a sair de transe pela segunda vez naquele dia. - Aquilo entre ti e o Potter vai andar?
- Er... - Iruvienne havia feito pela primeira vez a pergunta directamente e mesmo assim Elyon não sabia o que responder. - Eu... Oh... estou confusa! Tudo aquilo que se passou este ano...
- Pois... Mas, afinal, ele acabou por te ajudar... e aquilo com a sangue-de-lama era só para ver se lhe davas atenção...
- É. acho que sim. - respondeu pensativamente pegando nos sacos com a mão livre. - Acho que já sei o que falta na carta!
Não querendo deixar fugir a inspiração que aquele gelado do Florean Fortescue tinha dado à amiga, Iruvienne apreçou-se atrás dela. Poucos minutos depois já estavam no quarto da mais velha e, enquanto Elyon terminava a carta, Iruvienne desenhava sentada num dos puffs.
- Acabei! - exclamou a mais nova com um sorriso. - Iruvienne, posso-te pedir emprestada a Athilya?
- Claro, claro... - respondeu a outra sem levantar os olhos da tela que tinha no colo. Olhava atentamente para um jardim cinzento-esverdeado, as nuvens estavam cinzentas e até as flores pareciam estar pintadas a preto e branco. Tudo naquele jardim parecia morto. A "artista" pegou num pincel fino, passou-o ao de leve na tinta vermelha e pintou uma rosa, no meio de todo aquele cinzento.
Ainda nessa tarde, enquanto ouvia a chuva miudinha bater na enorme janela, Iruvienne colocou a pintura daquela tarde por cima da lareira da sala de jantar. «Condiz com as decorações cinzentas da sala...» pensou a ruiva afastando-se para ver o efeito «Acho que os pais vão gostar da surpresa...».
Iruvienne e Elyon estavam no quarto a ouvir música quando uma coruja das torres entrou pela janela entreaberta do quarto.
Iruvienne largou o livro que estava a ler e retirou o pergaminho da pata da coruja, que não se foi embora, como que a esperar pela resposta.
- De quem é? - perguntou Elyon por trás do livro de aritmância.
- Da Bella... É para as duas! Ouve:

«Elyon e Iruvienne:

Como a Elyon me contou que as meninas iam passar três dias em Londres antes de irem pra Escócia, lembrei-me de vos fazer um convite. Que tal passarem o dia de amanhã na minha herdade nos arredores de Londres? Tenho razões para acreditar que será um dia inesquecível. No caso de usarem o Pó de Floo o nome que devem dizer é 'Herdade Neveu'.

Espero-vos por volta das 10h,

Bellatrix Neveu».

- Então, vamos? - perguntou Elyon ansiosa.
- Claro. Vamos de Floo. espero que não te importes, mas é mais rápido.
- Não gosto muito, mas ok. pode ser.
Iruvienne pegou numa pena preta e num tinteiro e escrevinhou um "Até amanhã" na parte de trás do pergaminho, que a coruja levou de volta.
*
- Herdade Neveu! - gritou Elyon lançando o pó de Floo na lareira dos Hiems. Logo a seguir Iruvienne fez o mesmo, desaparecendo também nas chamas verdes.
- Bem vindas a minha casa! Só podia estar mais contente de vos ver se não estivessem cobertas de fuligem... Iruvienne, não podes dar um jeitinho a isso?
- Claro - sorriu a ruiva tocando na morena com a varinha e logo depois nela própria, retirando toda a fuligem.
- Olá Bella! - cumprimentou Elyon afastando um caracol da cara.
- Oi! Boa viagem?
- Hum... digamos que... enjoativa - respondeu a ravenclaw mais nova.
Bella levou as duas amigas a fazer uma 'tour' pela sua casa. Primeiro a cozinha (onde estava a lareira pela qual elas tinham vindo), passando pela sala e até ao seu quarto. Uma divisão espaçosa com um pequeno torreão que tinha uma maravilhosa vista pelos campos verdejantes. As paredes eram de cores suaves mas estavam cheias de desenhos e fotografias. A cama de dossel era grande e confortável e aos pés desta um pequeno sofá para três pessoas não podia ser mais convidativo.
- Então? O que acham? - perguntou a anfitriã sorridente
- É gira... mas um bocadinho pequenina - respondeu Iruvienne.
- É linda! Adoro o verde dos campos à volta de tua casa - Elyon respondera melhor do que Iruvienne, mas Bella, que já a conhecia, nem respondeu.
- Então, que te leva a pensar que vai ser um dia inesquecível? - perguntou curiosa a mais velha.
- Isso é surpresa... mas agora que me dizem de irmos dar uma volta pelos campos?
- Vamos! - respondeu Ely rapidamente sorrindo.
As raparigas desceram a grande escadaria e saíram para os campos. O dia estava ensolarado e uma brisa fresca agitava levemente o relvado.
- Alguém quer jogar um pouco de Quidditch?
- Claro! - responderam em unísono as ravenclaw, ambas adoravam voar, e jogar Quidditch era o hobbie preferido de ambas.
- Mas nós não trouxemos as vassouras... - lembrou Iruvienne. - E convoca-las iria ser complicado, algum muggle poderia vê-las a voar...
- Se eu não escrevi na carta que vos mandei é porque não é preciso preocuparem-se. O Chris, meu irmão, está à nossa espera lá mais à frente com quatro Nimbus.
- Pensas em tudo!
- Eu sei... - sorriu a Gryffindor.
Mais à frente, tal como Bella dissera, o seu irmão esperava-as com quatro vassouras impecavelmente limpas e uma caixa de madeira bem trabalhada num campo de Quidditch improvisado: em vez de três aros de marcação estavam dois e as linhas tinham sido magicamente marcadas na relva delimitando o pequeno campo.
- Bem... Estou admirada Bella... - Iruvienne olhava para o "campo". - Aquele é que é o teu irmão?
- É... ele é meu gémeo. Um ano mais novo que o teu namorado... - disse a loira com especial ênfase na última palavra
- Er... pois! - respondeu Iruvienne com um sorriso desviando o olhar de Chris. Elyon riu-se.
- Então? As equipas? - perguntou a morena agradecendo a vassoura que Chris lhe dava.
- Vocês são as convidadas, escolham.
- Ele é Gryffindor também?
- Claro!
- Muito bem, Gryffindor vs Ravenclaw... Vamos mostrar-lhes que se não fosse a Cho-rona nós já tínhamos ganho a taça de Quidditch há muito tempo! - respondeu Iruvienne pegando também na sua vassoura.
- Muito bem. Maninha está na hora de pormos as nossas tácticas em acção - disse Chris.
- Podes ter a certeza - respondeu Bella.
- Eu concordo com a Iruvienne... nós vamos ganhar rapidinho! - Elyon elevou-se um metro sentada na vassoura. - E quando é que o jogo acaba?
- Quando uma das equipas chegar aos 100.
- Que vamos ser nós! - Iruvienne levantou voo sendo seguida por Elyon. - As Nimbus são um bocadinho diferentes das Flechas de Fogo... mas ok...
O que se pode dizer do jogo é que foi tudo menos breve. Ambas as equipas estavam muito bem treinadas, e a partida foi renhida. Feliz ou infelizmente nenhuma delas ganhou, acabando o jogo com um empate de 90-90, pois antes que houvesse tempo de marcar o golo decisivo os quatro foram chamados pela mãe dos gémeos para o almoço.
- Tiveram sorte... ou eu ou a Ely acabávamos por marcar... e a vitória era nossa! - gritou Iruvienne descendo, alguns metros atrás de Bella.
- Isso queriam vocês... O Chris é que estava na posse da quaffle... por uma questão de segundos a vitória seria da equipa da casa.
Iruvienne não pôde deixar de rir. Nunca os iria deixar ganhar, mas aquela determinação de Bella em ganhar...
- Ei, Bella... Quando eu for para a Escócia depois vais lá a casa... arranjo uma equipa completa!
- Diz quando! Mas não vale sabotar-me a equipa!
- Descansa... Não te arranjo nenhum Gryffindor, mas não faço batota...
- Isso só prova que tens medo de perder... Não é por nada que os Gryffindor ganharam a taça nos últimos dois anos.
- Não, simplesmente porque não tenho muitos contactos com Gryffindors! Mas se fazes questão... Acho que a Ely te arranja dois beaters... - defendeu-se ela fazendo Elyon corar. Na realidade Iruvienne não ouvia nada do George há muito tempo... mas com a história do Potter era normal.
Bella levara as raparigas até à piscina, onde já estavam os familiares dela.
- OK... É melhor fazer algumas apresentações: estes são os meus avós paternos Pierre e Rosie Neveu, depois a minha tia Joanne, e finalmente, os meus pais: Louis e Eileen. Estas são a Elyon Somniare e a Iruvienne Hiems, duas amigas minhas de Hogwarts.
Iruvienne olhou para os Neveu à sua frente. A rapariga conhecia algumas caras... Rosie, a avó, Louis e Eileen, os pais de Bellatrix. Os outros (o avô e a tia) Iruvienne não tinha a certeza, mas tinha a certeza de ter visto a cara dos pais de Bella e da avó numa fotografia que o avô lhe tinha mostrado no Verão passado, todos eles eram Aurores.
- Olá... - arriscou ela rogando pragas a Bellatrix por se ter lembrado de dizer o seu apelido.
- Hiems? Tens algum parentesco com Jonatham Hiems? - perguntou o avô de Bella.
- Er... Sim... - Iruvienne estava cada vez a ficar mais apreensiva com a família da amiga. - É meu avô. O senhor conhece-o?
- Posso dizer que sim... - respondeu Pierre com uma ruga de preocupação na testa. Não lhe agradava nada que a neta convidasse a neta de um Devorador da Morte para sua casa... Ainda por cima com Marcus fazendo parte da família, querendo ou não.
Iruvienne olhou para o avô de Bella, o loiro na sua frente também não lhe era estranho... Cruzou um dos braços, sem saber o que dizer. Sorriu para si ao reparar que felizmente tinha trazido mangas curtas, ou ainda poderiam ficar mais alarmados.
- Hum... o que temos para o almoço? - perguntou Chris com um ar esfomeado.
- Lasanha, e para a sobremesa crepes. O que me dizem? - respondeu Eileen.
- Parece-me bem, Mrs. Neveu - respondeu Elyon olhando ainda para Iruvienne.
- Então que me dizem de nos sentarmos e começarmos a comer?
Os Neveu sentaram-se na mesa rectangular e Elyon e Iruvienne sentaram-se nos dois lugares vagos. Elyon ficou ao lado de Bella, Chris estava na cabeceira, e Iruvienne sentou-se, apreensiva, ao lado de Pierre Neveu, o avô de Bella.
- E então meninas? Já têm alguma ideia sobre o que querem fazer depois de saírem de Hogwarts? A Bella aparentemente vai seguir os passos dos pais e da avó... e vocês? - perguntou Joanne interessada.
- Eu também quero ser Auror! - respondeu prontamente Elyon, ela gostava muito de falar sobre o seu futuro. - E talvez escrever nos tempos livres...
- E tu, Iruvienne? - disse Pierre desconfiado
- Eu... Er... - Iruvienne olhou para Elyon como que a pedir ajuda - ainda não sei bem... Talvez... Entrar para Gringotts... - Iruvienne deu graças a Merlin por se ter lembrado de Fleur naquele momento - Assim poderia viajar.
- A Elyon e a Iruvienne são Ravenclaws, - Bella quebrou o silêncio que se instalara naquela parte da mesa - a Elyon está no mesmo ano que eu e a Iruvienne é um ano mais velha.
- Mas são famílias puramente Ravenclaws ou não?
- Bem... nem por isso... - Elyon foi a primeira a responder. - Os meus avós paternos foram Slytherins e os meus avós maternos eram... uma muggle e um busca pé... O meu pai é Gryffindor e o meu irmão Angel também...
- Pois... a minha família também não é totalmente Ravenclaw. - disse Iruvienne pedindo a Merlin para que o tema de conversa mudasse.
- Então, o que é a tua família Iruvienne - perguntou educadamente o avô de Bellatrix.
- Três dos meus avós eram Slytherins, a minha avó paterna era Ravenclaw. O meu pai é Ravenclaw e a minha mãe é Slytherin.
- Hum... interessante. - respondeu o Pierre não muito convencido de que a jovem ruiva fosse das melhores companhias para Bella. - Então, a Elyon não é sangue puro, mas tu és Iruvienne?
- A família da parte do meu pai é pura! - protestou Elyon. Não ligava muito a essas coisas de famílias puras e famílias muggles, mas não gostava que a fizessem sentir-se inferior por causa disso. - a família Somniare é pura, assim como a Black. Mas isso não torna um feiticeiro melhor ou pior.
- De qualquer maneira, - Iruvienne sorriu, para ela isso importava sim! Sangues-de-lama... Upf! Felizmente os pais de Elyon eram feiticeiros! - A minha família é toda pura. Hiems, Pioggia, Lestrang e Black. Os casamentos também foram mantidos dentro de famílias de sangue puro - Macnair é o marido da minha única tia.
- Iruvienne?! - Elyon olhava para ela como se fosse a primeira vez que a visse. - Disseste Black? Tens um Black na família?
- Elyon isso é normal quando uma família só se casa com pessoas de sangue-puro. E é a minha avó, Sophie Black. Porquê?
- Bem... - Elyon riu-se entre dentes. - É que és da minha família! A minha avó é irmã da tua!
As raparigas ainda estavam perplexas com a descoberta do seu parentesco, mas Bella convenceu-as a falarem sobre isso depois. Assim sendo, as três pediram licença pra sairem e Bella conduziu-as mais uma vez pelos campos.
- A tua família não gosta muito de slytherins, não é? _perguntou Elyon a Bella, tentando um início de conversa após o silencio que se impusera sobre o trio.
- Digamos que os meus avós tiveram um pequeno desgosto referente a Slytherin...
- Que se passou? - perguntou Iruvienne interessada.
- Uma longa história... É melhor não contar agora... Para além do mais, estamos quase a chegar à reserva!
- Reserva? _inquiriu Elyon com estranheza. _ Reserva de que?
- Mais 5 minutos e descobrirás... Já agora... Quais é que são as vossas criaturas mágicas preferidas? - perguntou Bella curiosa
- Humm... nunca pensei muito nisso... mas tenho um certo fascínio por unicórnios e cavalos-alados. _respondeu a morena.
- Unicórnios! - respondeu a ruiva sem pensar.
- Maravilhoso... - sorriu a loira - Chegámos
De facto tinham chegado a algum sítio mas as duas ravenclaws não tinham bem a certeza de onde.. A única coisa que conseguiam ver era um cercado que se estendia pra lá das suas vistas. Uma bela floresta rica em árvores, arbustos e flores constitía um cenário perfeito.
- Claro que eles não estão completamente em liberdade... Não podíamos correr o risco que um fugisse e fosse visto por um muggle, mas têm bastante espaço aqui...
- Tu tens uma reserva de unicórnios!? _exclamou Ely, pasmada.
- Achas que sim- Bella não conseguia conter o riso perante o espanto da amiga - Podemos entrar para teres a certeza... - E com isto saltou para dentro da reserva
- Bem, ainda bem que somos todas "donzelas puras". _ respondeu Elyon com um sorriso substituindo o pasmo e seguindo Bella pela cerca.
Iruvienne seguiu as duas sem uma palavra, na realidade só tinha estado com unicornios duas vezes, em aulas de TCM.. mas adorava aquelas criaturas.
- Na verdade não temos muitos... Uma fêmea andava meio perdida aqui pelas redondezas e nós acolhemo-la, pouco tempo depois chegou um macho. Ela teve uma cria há bem pouco tempo.. vamos procurá-los.
- Fixe! - Iruvienne parecia ter recuperado e seguiu Bella e Elyon na busca dos unicórnios.
Encontraram-nos pouco tempo depois. Era uma quadro maravilhoso: dois unicórnios adultos e com pelagens resplandecentes estavam deitados uma ao lado do outro, enquanto uma pequena cria de pêlo dourado era protegida pela mãe.
- Eles geralmente correm bastante e nunca estão quietos. Mas depois do nascimento do pequenino estão mais sossegados e mais protectores.
- São tão lindos... - suspirou Elyon desejosa de se aproximar.
- É... tens razão... - concordou a mais velha. - Impressionaste-me Bella...
- A fêmea chama-se Vega, o macho Pollux e o pequenito Altair. Podem-se aproximar... Mas não convém fazerem movimentos bruscos.. Eles assustam-se com facilidade.
Elyon foi a primeira a aproximar-se, muito calmamente. Bella seguiu-a. Iruvienne olhou mais um pouco para Vega antes de baixar para lhe fazer uma festa.
Durante um tempo as raparigas ficaram caladas, só a fazer festas às belas criaturas. Depois, quando os adultos se levantaram para se mexerem um bocado, sentaram-se na relva, perto da cerca, a olhar para eles.
- Bella?! - uma rapariga loira aparecia a correr atrás delas. - Bella. Ah! Encontrei-te!
Bella olhou para trás e sorriu-lhe. Poucos segundos depois a rapariga que acabara de chegar apercebeu-se das criaturas que corriam por trás de Bella - Unicórnios.
Os olhos azuis da garota abriram-se mudos de espanto. Muito lentamente aproximou-se da cancela e saltou lá para dentro, sentando-se ao pé das outras.
- Apresentações - disse Bellatrix fazendo a loira desviar os olhos dos unicornios. - Iruvienne Hiems, Ravenclaw, sétimo ano e Elyon Somniare, Ravenclaw, sexto ano. Esta é Anne Phoenix, uma amiga minha Gryffindor do sexto ano também.
-Olá Anne! - saudou Elyon.
- Que ias a dizer Iruvienne? - perguntou Bella depois dos habituais cumprimentos.
- Ah... bem... eu... - Iruvienne não sabia se havia de falar daquilo na presença de Anne, que ela não conhecia de lado nenhum.
- Podes falar, a Anne é de confiança. - Bella leu-lhe os pensamentos.
- Bem é que...O meu patronus é um unicórnio... mas como animagus gostava de ser um unicórnio... - confessou Iruvienne. - Sou um gato branco mesmo pequenino...
- Sabes que não és tu quem escolhe em quê é que te transformas... - consolou-a Elyon. - Eu também não escolhi!
- Também és uma animaga, Iruvienne? Surpreendeste-me... - comentou Bella
- Também??? Tu também és? E... sabes como é... sou muito mais do que aparento ser!
- Por este andar toda a gente é um animagus ilegal... Mas esse não é bem o meu caso... ou o da Annie, pois não? Eu transformo-me num lobo branco. Quanto a patronus também é um lobo.
- Quer dizer que somos todas animagus e não sabíamos? - Elyon olhava para elas divertida.
- Não é o teu caso ou o da Annie... então? Não estão registadas que eu saiba...
- E a Bella não disse que estávamos... Mas é melhor que a nossa 'situação' continue um segredo... Pelo menos por enquanto. - respondeu Annie
- Ok... - responde Iruvienne achando que não se devia meter mais no assunto. - Também consegues fazer um patronus Anne? Ei! Calma aí. Tu também és animaga Elyon?
- Sou. - respondeu a morena que ainda não tinha conseguido para de rir. - Pensava que já imaginasses. Um gato.
- Claro... Agora que aquele-cujo-nome-não-deve-ser-pronunciado voltou com aqueles dementors todos é um perigo não se saber conjurar um patronus decente. O meu é uma raposa.
- Pelos vistos não é só o Harry Potter quem sabe fazer um patronus com corpo! - disse Bella. - Ele fê-lo à frente de toda a gente no exame de DCAT.
- Oh. vocês não precisam disso. - respondeu Iruvienne. - Eu não precisei disso. E tive um O em DCAT.
- Não fales nas notas! - pediu Anne. - Estamos de férias! Até a carta de Hogwarts chegar não quero pensar mais nisso.
- Voltamos então aos animagus. - recomeçou Elyon. - Nunca soube como é que os outros fazem para o ser.
- Nem eu! - respondeu Iruvienne honestamente. - A minha mãe é uma animaga registada. Acho que veio daí. E vocês?
- Eu apercebi-me de que era uma animaga com 6 anos, mas não sei como! - confessou Ely.
- Nós. também é de família. - explicou Bella levantando-se. - Parece que vamos ficar sem saber como é que alguém se transforma em animagus na mesma.
- A tua mãe sabe que és uma animaga? - perguntou Annie interessada.
- Não, nunca lhe contei. Na realidade só vocês e o Mike é que sabem.
- Pois é. acho que vocês também são as primeiras a saber que eu o sou! - Elyon levantou-se também. - Que horas são?
- Já são cinco e meia. Ficámos aqui bastante tempo.
- Que me dizem de irem conhecer a biblioteca? Annie, tenho que te emprestar uns livros sobre aquele assunto...
- Claro... Adoro bibliotecas! - respondeu a morena.
- Também tens uma biblioteca? Quero ver isso... - troçou a ruiva.
Bella guiou as três amigas pelos campos até sua casa, onde as levou até uma biblioteca enorme, bem maior que a de Hogwarts, onde milhares de livros esperavam pacientemente nas suas estantes serem lidos.
- Annie, tu já conheces a biblioteca, mas o que é que vocês as duas acham?
- Surpreendente...
- É linda! - respondeu Elyon começando a percorrer as estantes.
- Portem-se bem e não se percam, eu vou só buscar uns livros e já volto - e com isto Bella desapareceu por entre as estantes
Nenhuma delas sabia ao certo quantas horas se tinham já passado. Elyon encontrara vários livros que lhe tinham agradado e levara-os a todos para uma secretária onde ficou silenciosa a ler. Anne e Bella olhavam juntas para o mesmo livro numa outra secretária e Iruvienne passeava-se por entre as enormes estantes, lendo os títulos e confirmando mentalmente se já os havia lido ou não.
- Uma tapeçaria da família - questionou Iruvienne do fundo da biblioteca.
- Ah... Encontraste-a... - disse Bella aproximando-se da ruiva
- É... Então, conta lá a história da família - Iruvienne sorriu para Bella. Esperava encontrar alguém que não fosse assim tão "bonzinho" na família dela.
- Ok... O meu avô, Pierre, era filho de Jean Neveu e Persephone Delacour, tudo famílias francesas de sangue puro eventualmente misturado com veela. Ele veio para Inglaterra quando completou a sua educação em Beuxbatons e conheceu a minha avó Rosie que era meio sangue e tiveram três filhos: Louis (o meu pai) que se casou com Eileen Blair (a minha mãe), Marcus e Joanne os meus tios. Nada de mais.
- O teu tio Marcus não estava cá hoje... - observou Iruvienne
- O meu tio Marcus não está cá há muito tempo... Nem sei porque é que ainda está representado na tapeçaria. - disse Bella com azedume
- Morreu? - perguntou a mais velha pensativa. - Espera lá... Eu conheço-o! Ele é...
- Não morreu, não... Pelo menos por enquanto. Mas como é que o conheces?
- Já tive com ele... Ele é um devorador da morte não é
- A ovelha negra da família, mais precisamente. Tiveste com ele? Porquê? - perguntou a loira desconfiada
- O meu tio conhece-o, - inventou rapidamente Iruvienne, era melhor que Bella não soubesse. - Andaram juntos na escola, acho eu...
- Como é que sabias que ele era um devorador da morte?
- Vi-lhe a marca negra no braço - continuou a ruiva a inventar. - O meu avô pediu-me para não o dizer a ninguém...
- Hum... Eu também vou ter que te pedir que não fales disto em frente da minha família... Foi ele a razão do desgosto do meu avô quanto à casa de Slytherin.
- Ah... Compreendo... - mentiu novamente a Ravenclaw. - Descansa, não falo dele a ninguém...
E com aquelas novas informações a mexerem com a cabeça dela, Iruvienne voltou com Elyon para casa, através de Floo.
Iruvienne acordou com o suave bater da chuva na janela do quarto. Durante alguns minutos ficou ali, de olhos fechados, apenas a ouvir o barulho; tinha de haver alguma razão para ela ser da família Hiems e da família Pioggia... Hiems era o latim para Inverno, a estação preferida da ruiva, e Pioggia era italiano para chuva, uma das coisas de que ela mais gostava.
Ouviu Elyon acordar mas manteve-se calada, apenas a ouvir a chuva. A mais nova encostou-se à cabeceira da cama, pegou no livro que ficara a seu lado a noite toda e recomeçou a leitura.
- Não vais largar isso até terminares? - espreguiçou-se Iruvienne.
-...Não... - respondeu a morena numa voz sumida.
- Que se passa? - a ruiva debruçava-se para a cama de baixo (era um beliche).
- Nada...
- Não mintas! Estás há pelo menos 1 minuto a ler a mesma linha!
- É que...a Athilya chegou ontem mas sem carta nenhuma...
- Chegou ontem? Não sabia.
- O problema não é ela ter chegado ontem, Iruvienne! O problema é que ela nem trazia resposta!
- Er... pois...
- Será que ele leu?
- Deve ter lido... Se foi enviada por ti...
- Oh... o que tem isso haver?
- Bem... eu vi-o olhar para ti, vi-o falar contigo e ele beijou-te... Sei que ele gosta mesmo de ti! E eu lia de certeza uma carta de alguém de quem eu gostasse muito...
- Tocaste na ferida... O beijo...
- Desculpa?
- Sim... - respondeu Elyon atrapalhada afastando os cabelos da cara. - O beijo...
- O que tem O beijo?
- É que. foi o meu primeiro beijo!
- Aquilo foi o teu primeiro beijo?! - Iruvienne tentava a todo o custo não se rir. - Isso quer dizer que nunca beijaste?
- Hum... Sim... literalmente é isso... - Elyon estava cada vez mais atrapalhada com a situação, falar sobre AQUILO com Iruvienne?! Uma das raparigas mais concorridas da escola?! - Nunca tive um namorado sequer... Não te rias!
- Não... Só achei estranho... - respondeu a ruiva conseguindo finalmente ver o problema da amiga. - Isso quer dizer, nunca tiveste uma relação, nunca beijaste... nunca nada pelos vistos!
- Iruvienne! Lá estás tu a gozar! Tenho a certeza que também já estiveste na mesma situação que eu!
- Sim... devo ter estado...
- Ok, esquece... - cortou ela pegando de novo no livro.
- Não, calma! Tu és minha amiga, eu sou mais velha, posso ajudar-te...
- Prometes que não contas a ninguém?
- Juro por Merlin!
-... Então aqui vai... - Ely desviou o olhar, fitando o livro novamente fechado. - É muito... Não, espera... Como é que... E se eu não o souber fazer?
- Fazer o quê?!
- Er... - Iruvienne pode ver Elyon ficar tão vermelha que podia passar por uma Weasley. - Beijar...
- Calma... Relaxa... Não vai acontecer nada... Ou melhor, em principio vai, mas nada de mal...
- Achas? E se eu fizer figura de parva? Ele vem beijar-me e eu não sei o que fazer? Se eu...
- Não vais!
- Promete!
- Prometo...
- Oh... mas e depois?
- Mas e depois o quê?
- O que é ao certo o namorar... Tenho de lhe contar tudo, tenho de estar sempre com ele...
- Calma... - Iruvienne já não sabia o que lhe dizer... Não se lembrava de alguma vez ter feito tantas perguntas, talvez aquilo fosse só mesmo com a Ely, que quer sempre ter a certeza de que não erra em nada... - Um namorado é, basicamente, um melhor amigo só que com uns beijos à mistura!
- Como?!
- Sim... Um amigo em quem, supostamente, podes confiar, mas não lhe precisas de contar tudo se não quiseres! - explicou a ruiva sob o olhar inquisidor da morena. - Podes fazer com ele tudo aquilo que fazes com os teus amigos... Metes uns beijos à mistura... Ah! E depois vem a parte que não podes ignorar... O teu namorado começa a ser uma pessoa com quem te preocupas...
- Mas eu preocupo-me com os meus amigos!
- Não é bem a mesma coisa... - Iruvienne já estava mesmo a desistir, ela adoraria ajudar Elyon, mas não se lembrava de mais nada! Maior parte daquilo havia lido em livros ou revistas "cor-de-rosa"... Nunca pensara muito no caso... - Olha... Vamos descer, vamos tomar qualquer coisa porque já é tarde... - disse ela confirmando o relógio - 11 horas. - E tu vais esquecer isso por algum tempo! Primeiro porque te quero mostrar uma coisa, depois porque... Isso só vai ficar aí na tua cabeça enquanto não estiveres com o Potter, depois disso vais esquecer tudo.
Elyon sorriu, parecia que Iruvienne tinha conseguido fazer o humor dela mudar, e Elyon esquecera por completo que não tinha havido resposta alguma à carta que enviara...
Elyon e Iruvienne comeram em silêncio as panquecas oferecidas por Rolf, um dos elfos domésticos dos Hiems. Depois da doce refeição Iruvienne empurrou Elyon escadas acima, fê-la vestir-se rapidamente e apenas disse, sob o olhar inquisidor da morena, uma palavra que lhe soou a "surpresa", antes de desaparecer por trás da porta da casa de banho.
Poucos minutos depois as duas desciam apressadas as escadas em direcção à sala de estar da casa.
- Diagon-Al - disse Iruvienne pegando na mão da mais nova entrando na fogueira.
A ruiva sentiu os pés baterem no solo e Elyon estremecer a seu lado quando chegaram ao Caldeirão Escoante.
- Não gosto nada do Floo! - queixou-se a morena tentando livrar a camisa azul clara da sujidade da fuligem.
- Eu também não - Expurgar - mas tu não te podes materializar, e eu não queria andar numa rua cheia de muggles a olharem e a comentarem a maneira como estou vestida!
Elyon agradeceu o feitiço da ruiva e seguiu-a quando saíam do Caldeirão Escoante em direcção à Diagon-Al. Por momentos observou a roupa de Iruvienne; Iruvienne vestira por cima da saia preta e do top rosa, um manto preto muito fino, o que certamente não ia passar despercebido numa rua cheia de muggles.
- Onde vamos afinal? - perguntou novamente Elyon quando passaram a Flourish & Blots.
- Pensei que estavas a precisar de te divertires... - respondeu a outra à procura de uma loja específica que parecia não existir. - E o meu pai falou-me ontem à noite, enquanto tu ouvias a minha mãe a falar sobre não sei o quê, que uns Weasley conseguiram dinheiro suficiente para abrir uma loja...
- Oh! Eles conseguiram? - Elyon parecia estar mesmo contente. - E é lá que nós vamos?
- Sim... Não temos muito tempo, mas sim... Temos de estar de volta antes das três porque a minha mãe quer que eu te deixe em casa antes de anoitecer...
- Oh, não faz mal! - respondeu Ely sorridente entrando na loja à sua frente, onde se podia ler "As Magias Mirabolantes dos Weasley". - Não consigo acreditar que eles conseguiram!
Elyon encontrou rapidamente George que lhes mostrou a loja toda. As duas horas que as jovens tinham ali passaram num estante, e Iruvienne quase que teve de puxar Elyon pela mão para fora da loja e para a proibir de gastar todo o conteúdo do porta-moedas.
Regressaram desta vez pela rua dos muggles, pois Elyon estava demasiado carregada com coisas da loja dos gémeos Weasley para voltar via Floo.
- Iruvienne, - ouviu ela a mãe chamar mal abriu a porta de casa - comam qualquer coisa, arrumem as vossas coisas e vê lá se não demoram muito porque eu não quero que a Elyon chegue a casa depois de anoitecer.
- Sim mãe...
Obedientes as duas comeram sandes antes de tentarem encontrar tudo o que já haviam espalhado pela casa naqueles dias. Com a ajuda de alguns feitiços de convocação da parte da mais velha conseguiram às cinco passar pela lareira dos Hiems, com a mala de Elyon, em direcção à casa desta na Escócia.
Iruvienne não se quis demorar muito na casa de Elyon e, por isso, teve de recusar o convite da Sra. Somniare para jantar com eles. Com um "Vemo-nos em breve e escreve!" a ruiva desmaterializou-se directamente na sua casa.
Como era bom estar de volta a casa... Pensou Iruvienne galgando as escadas para chegar ao seu quarto na torre mais alta; embora não esperasse ficar lá muito tempo, queria há muito estar de volta ao seu silencioso castelo na Escócia.

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