Fics 7 - "Monstros e Companhia"

Parte I_ Correio Coruja

“Jeremy

Oi primo, como vai aí em Beauxbattons? Tem chateado a pobre da sua irmã Jane? Olhe, eu queria lhe pedir um favor... lembra daquela poção que você inventou para o concurso de poções que sua escola organizou o ano passado? Você não ganhou mas neste momento essa poção está valendo ouro, dá para me enviar a receita? E não vale a pena perguntar para que preciso eu dela, logo você vai saber.

Beijos

Ely

PS_ Você deve estar furioso pelas dificuldades que teve para abrir a carta... mas asseguro-lhe que o feitiço que ela levou para só abrir ao som da sua voz teve razão de ser, a Sapa Velha anda vasculhando nosso correio.

PS2_ Angel pergunta se foi você quem enfeitiçou a vassoura dele durante as férias. Como conseguiu quebrar os anti-feitiços que aquele moço tem na vassoura? Nem eu consegui!”

 

Elyon selou a carta e protegeu-a com o feitiço que referia na mesma. Aquela carta só seria visível ao som da voz de Jeremy, era a única maneira de não cair nas mãos daquela Sapa Velha. Correndo para a Torre das Corujas conseguiu pegar Helena, a coruja de Angel, e atar-lhe o envelope à pata.

- Veja se consegue não se deixar agarrar, Helena. _ A coruja piscou-lhe os olhos com ar divertido. Em seguida, abriu as asas e voou pela janela.

- Somniare? Que está fazendo aqui? _ Elyon virou-se bruscamente dando de caras com a colega de equipa Cho Chang.

- Ué, mandando coruja, que queria que fosse? A dançar o cha-cha-cha?_ respondeu a corvinal, erguendo uma sobrancelha.

- Escusa de ser tão desagradável. _respondeu Cho ofendida. _ Foi uma pergunta sem segunda intenção. Ou você está tentando esconder alguma coisa?

- Você me pegou Chang. Eu estou escondendo a minha Chimaera de estimação e como ela está habituada a comer corujas eu vim pegar uma meia dúzia para ela. _ Cho limitou-se a fungar com desdém.

- E você está fazendo o que, Chang?

- Foi aqui que o Ced me pediu em namoro... também foi aqui que eu e o Harry tivemos a nossa primeira conversa decente...

- Sem ofensa, mas se você vai contar isso a toda a gente que lhe apareça à frente... Isso é sua vida privada! Ah, não! Tome. _exclamou Elyon, oferecendo um lenço à sextanista que começara a chorar. _ Pode ficar com ele. _ Acrescentou saindo em seguida da Torre. Se havia alguém que aguentasse com a mania de desatar a chorar da corvinal mais velha, não era ela.

Parte II_ Farejador

O silêncio da biblioteca era garantido. Madam Pince era muito boa nisso. Numa mesa escondida entre as estantes, Daniel e Elyon acabavam os deveres do dia e adiantavam os apontamentos para os N.O.M.’s. História da Magia podia ser tão interessante se dada por outro professor...

- Acabei. _ Declarou a rapariga, pousando a pena.

- Já? _ Respondeu o amigo admirado, erguendo a cabeça do pergaminho. _ E os trabalhos de Transfiguração?

- Fi-los na aula de História.

- Você não tem emenda mesmo...

- É, eu sei... você se importa, Dan? Eu queria ver se apanho a Iruvienne na sala comum.

- Não, pode ir. Ia ficar sem fazer nada mesmo...

- Então até já. A gente se vê em Feitiços. _Agarrando na mala, Elyon saiu da Biblioteca e dirigiu-se à sala comum de Corvinal. Ou tentou porque foi repentinamente puxada para dentro de uma sala de aula vazia.

- George e Fred Weasley! _exclamou assim que viu o rosto dos “raptores”_ Que ideia maluca foi essa de me darem um puxão desses? Podiam ter-me deslocado o ombro!

- Calma, Ely! Foi só um puxãozinho, nada de mais! _defendeu-se Fred.

- Além disso, foi por uma boa causa. _ acrescentou George.

- E posso saber que boa causa é essa?

- Claro! _respondeu George, abrindo uma caixa e tirando de lá dois Farejadores. _ Íamos dá-los ao Lee, mas não ia conseguir tomar conta deles até à altura certa.

- Que altura? _perguntou Elyon desconfiada.

- Ainda não sabemos, mas temos andado a pensar usa-los contra a Umbridge._ esclareceu Fred_ O pior é que ela anda de olho em nós, então temos de os deixar com alguém que não chame muito a atenção.

- Que sou eu...

- Bingo! Este é o Farejador 1 e este é o Farejador 2. Tem cuidados com eles, não os tires da caixa ou o teu dormitório vai desta para melhor. _ recomendou George.

- E comida tens de ir buscar as cozinhas, não tenho a certeza do que comem, mas pergunta-se ao Hagrid. _continuou Fred.

- Vocês falam como se eu já tivesse aceitado...

- E não aceitas? _perguntou Fred com ar de quem tinha levado um murro.

- Não sei... vamos negociar. Vocês ainda têm aquelas Pastilhas Sortido Isybalda? _propôs Elyon com um sorriso travesso.

*****************

Levar a caixa com os Farejadores para o dormitório foi muito mais fácil do que Elyon pensava que seria. A maioria dos alunos pensava que era uma encomenda de livros, estando ela no ano das N.O.M’s, e os restantes estavam-se na tintas. Agora tenho de pensar num nome para eles. Pensou a corvinal, colocando a caixa entre a cama e a mesinha-de-cabeceira. Farejador 1 e Farejador 2, só mesmo aqueles dois para se lembrarem disso... vá lá que não se esqueceram de fazer uns buraquinhos para os pobres respirarem!

- Ely? Você está aí? Estou te esperando à já um bom bocado. O Davies vai ficar furioso se chegarmos atrasadas aos treinos.

- Estou indo Iruvienne! _respondeu Elyon, saindo com a vassoura e juntando-se à amiga. Ela tinha razão. Davies não gostava nada de atrasos.

Parte III_ Poções e Lenços

“Priminha!

Parar de chatear Jane? Eu só tou fazendo meu dever de irmão caçula! E sim, fui eu quem enfeitiçou a vassoura de Angel, mas NÃO digo como o fiz, é segredo MEU!!! Huahuahua... eu sei que sou mau. Quanto à poção Monstros e Companhia, você esqueceu quem eu sou? Eu sou Jeremy Somniare Chant! Mandar a receita da poção? Porque não a poção já feita? Vai com um feitiço térmico e outra de duração. Ah, e como vingança, a carta vai também com o feitiço que você usou na que enviou para mim... ela só abriu quando eu comecei a praguejar!

Beijos

Jeremy”

Pegando no frasquinho que vinha juntamente com a carta, Elyon sorriu. Aquilo apressava a segunda parte da Operação Sapa Velha. A corvinal sabia que estava a abusar da sorte, mas era mais forte que ela, não resistia à tentação de enfrentar Umbridge, de colocar em situações ridículas e desagradáveis... quantas vezes aquela megera não humilhara já os alunos? Escondeu rapidamente a carta ao sentir uma sombra sobre ela.

- Somniare? Que está escondendo? _ Era Cho Chang.

- Uma carta familiar, Chang. Eu não vou ler as cartas da sua família, vou?

- Não, mas você estava com uma cara tão esquisita... e escusava de ser tão brusca assim... puxa, você não é assim com o Daniel Potter nem com a Hiems!

- Afinal o que você quer? Nunca se importou muito com isso.

- Nada não... é só que... aquele seu amigo, o Dash, Danlor...

- Daniel?

- Isso. Eu reparei que ele também tem o nome de Potter.

- E depois? Potter é um nome bastante comum. Mas se você quer alguma coisa dele, porque não fala logo com ele?

- Porque ele é muito tímido! Mas você tem razão... pensei bobeira. Esquece. Ah e seu lenço...

- Pode ficar com ele!

Vai precisar mesmo...

Cinco minutos depois, os soluços de Cho Chang eram audíveis num canto da sala comum.

Parte IV_ Monstros Acompanhados por Umbridge

O grupo de Corvinais e Griffinórios esperava melancolicamente por Umbridge para a aula de D.C.A.T. A maioria desejava que ela faltasse. Elyon desejava que ela viesse. Um ar de desapontamento surgiu nas faces de corvinais e griffinórios assim que Umbridge dobrou a esquina no seu sempre em voga casaco cor-de-rosa. Elyon utilizou discretamente a poção-spray quando a professora passara por ela em dire ção à porta.

- Então, meus queridos? _disse Umbridge no o seu tom afectado. _ A aula já começou, eu sugiro que se apressem a sentar nos vossos lugares. Abram os livros na página 708. Já sabem o que têm a fazer, façam as perguntas no final do capítulo para casa. Vamos!

Elyon sentou-se ao lado de Bella. Apesar de abrir o livro, não sabia se estava sequer na página indicada, esperava ansiosamente que a poção fizesse o seu efeito. Pelo canto do olho viu que Bella a convidava para o jogo da forca. A corvinal aceitou a proposta, sempre era melhor que ficar ali sem fazer nada! Passada meia hora Bella tinha conseguido desenhar um Malfoy quase perfeito e lançara-lhe um feitiço para que o boneco se contorcesse. Só lhe faltava uma perna. Dava vontade de perder de propósito só para ver o Malfoy enforcado... um murmurinho chegou às cadeiras do fundo quando Bella estava a desenhar a perna que faltava. Distraindo-se do desenho, as raparigas ergueram a cabeça simultaneamente, percebendo logo a causa de tamanha agitação. Umbridge olhou para eles e franziu o sobrolho.

- Humm humm, eu disse para lerem a página 708 e não para comentarem o texto um com os outros. Bella não aguentou e desatou a rir, acompanhada pelos restantes alunos. Só depois de retirar uma série de pontos é que Umbridge percebeu a causa de tamanha balbúrdia. Por entre gargalhadas, Padma Patil conseguiu explicar à professora que ganhara uma enorme cauda de dragão, umas orelhas de burro laranja-florescente e uma cara cheia de espinhas vermelhas a formar a palavra “Megera”.

Epílogo

O sucedido na aula de DCAT correu depressa e ligeiro pelos alunos, não escapando a "algumas" alterações: alguns alunos juravam que Umbridge se tinha transformado completamente num dos Explojentos Cabeça-de-Fogo que assombrara a vida de muitos alunos no ano anterior. A ausência de Umbridge no Salão à hora do almoço ajudou aos rumores e suposições.
- Dan, é preciso olhar para mim desse jeito? _perguntou Elyon servindo-se de batatas.
- Como foi que você fez aquilo?_ respondeu o rapaz com ar sério.
- Eu? Puxa, que imagem você tem de mim! _exclamou a corvinal, com um sorriso maldoso. _ E sabe que não se deve responder a uma pergunta com outra pergunta?
- Eu te conheço.
Os murmúrios das conversas cessaram bruscamente com a entrada da megera. Para desapontamento de muitos, já estava completamente recuperada.
- Hum hum _começou ela o discurso. _ Como devem saber, desde o incidente dos foguetes de fogo que tem havido uma série de ataques contra a minha pessoa. Meus queridos, isto é um assunto da máxima importância e urgência. Não é o primeiro ataque contra uma pessoa que apenas quer o vosso bem.
- Porque que ela está a anunciar que tem sido atacada em vez de nos tentar intimidar como da outra vez? _ interrogou-se Iruvienne em voz alta.
- Da outra vez não deu em nada e ela teve uma data de trabalho. _respondeu Elyon.
-. Meus queridos, ou é um único infractor ou é um incentivador. Se souberem de algo que queiram me contar, meus queridos, sabem onde me encontrar.
- É preciso ter lata! _exclamou Iruvienne enquanto Umbridge se sentava e começava a sua refeição.
- Como fizeste aquilo? _insistiu Daniel.
- Segredo!

Autores
: Elyon

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